Opinião e colunas/Coluna do Pescador

É fato que muitos pescadores aproveitam do distanciamento da “patroa” para fazer suas peripécias. Alguns se revelam grandes bagunceiros, falastrões, quando em seu cotidiano são moderados, até recalcados. Outros, bebem até cair. Até aqui tudo bem, beira de rio é lugar de amizade, de alegria. Mas, um destes tipos de pescadores são muito problemáticos para toda a categoria: são os “gandaieiros”, os que gostam de “boates”, que, na beira de rios, chamamos de puteiros mesmo.

Em Mato Grosso do Sul, às margens dos rios Aquidauana, Miranda, Coxim/Taquari e Paraguai, são famosas as boates da Ponte do 21, Anastácio, Aquidauana, Miranda, Albuquerque e Porto Murtinho. São motivo de “sarro” entre os homens. Sempre há alguém contando uma estorinha destes locais.

Até mesmo durante o dia é possível ver “turistas” e suas namoradas de temporada a beber nos bares de beira de estrada. Qual pescador, acompanhado de sua família, que nunca passou constrangimento nestas regiões? Quem nunca precisou convencer a esposa para poder pescar, tal a má-fama generalizada?

Há muitas brincadeirinhas que temos que ouvir quando se vai pescar: Tire o selo do peixe!; Cuidado com o carimbo da inspeção!; Cuidado com peixe congelado do Mercadão!, além dessas chacotas ter que sair “brigado” com a esposa, quanto esta não vai, já é demais.

Por isso, que mando o seguinte recado às esposas de pescadores: quem ama a pescaria não sai de casa para a farra. É mais fácil trair (e mais barato, com certeza) na cidade. Você esposa, saberá dizer se o seu marido é pescador de fato. Mas siga a dica: não o trate mal por gostar de pescar, pois ele poderá repensar que tipo de pesca praticará!





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