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Linha de cuidados prioritários para obesidade é criada no SUS

Campo Grande está entre as cinco Capitais com maior número de obesos

20/03/2013 às 10:56
Angélica Colman

Obesidade gera custo de meio bilhão de reais por ano ao governo
Obesidade gera custo de meio bilhão de reais por ano ao governo
Foto: Divulgação

Foi publicada nesta quarta-feira (20), no Diário Oficial da União, Portaria do Ministério da Saúde, que redefine as diretrizes para a prevenção e o tratamento do sobrepeso e da obesidade como linha de cuidado prioritária da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.

O documento, que cria a Linha de Cuidados Prioritários do Sobrepeso e da Obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS), define como será o cuidado, desde a orientação e o apoio à mudança de hábitos até os critérios rigorosos para a realização da cirurgia bariátrica, considerada pela pasta como último recurso para obter a perda de peso.

A portaria prevê atividades dentro da atenção básica para o cuidado do excesso de peso e de outros fatores de risco associados ao sobrepeso e à obesidade, além do atendimento em serviços especializados. A atenção básica deverá oferecer diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao usuário, incluindo atendimento psicológico.

A pessoa com sobrepeso ou com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 25 poderá, por exemplo, ser encaminhada a um polo da academia da saúde para a realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) para receber orientações sobre alimentação saudável e balanceada.

A publicação também reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar a cirurgia bariátrica, em casos em que há risco ao paciente. Segundo o governo, a iniciativa foi tomada com base em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre adolescentes.

A idade máxima para passar pela cirurgia, que até então era 65 anos, também foi alterada. Com a portaria, o fator determinante não será mais a idade, e sim a avaliação clínica (risco-benefício).

Campo Grande 'Obesa'

Um estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB), mostrou que cerca de 15% da população brasileira sofre de obesidade. Campo Grande está entre as cinco Capitais com maior número de pessoas obesas, só aqui na Cidade Morena cerca de 18,1% da população sofre com a obesidade. Já as outras capitais são: Macapá (21,4%), Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%).

O estudo apresentado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (19) mostra que o tratamento da obesidade e de doenças relacionadas ao excesso de peso gera um custo de R$ 488 milhões por ano ao governo.

Cerca de 26 doenças associadas à obesidade são tratadas pelo SUS. As principais complicações são isquemia e insuficiência cardíaca, câncer de mama e diabetes. O custo com tratamento das mulheres é o dobro do valor gasto com os homens obesos. É a primeira vez que se calcula o custo que pode ser atribuído à obesidade no Sistema Público de Saúde.

O maior custo, de R$ 166 milhões ao ano, refere-se à doença isquêmica do coração (que inclui o infarto).  Em seguida, aparece o câncer de mama, com cerca de R$ 30 milhões, e, em terceiro, o diabetes, com cerca de R$ 27 milhões.

O total também inclui os gastos diretos com o tratamento da obesidade. Segundo a pesquisa, as cirurgias bariátricas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, geram um custo de R$ 32 milhões ao ano para o governo.

 


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